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O Livro de Apocalipse

Atualizado: 17 de fev.

O Livro de Apocalipse
Resenha

O Livro de Apocalipse, o último livro da Bíblia, é uma obra rica em simbolismo, visões e profecias. Escrito pelo apóstolo João na ilha de Patmos, ele descreve uma série de revelações que recebeu sobre eventos futuros, a batalha entre o bem e o mal, e a vitória final de Deus. A interpretação dessas visões tem sido objeto de intenso estudo e debate ao longo dos séculos, resultando em quatro principais escolas interpretativas: Preterista, Historicista, Futurista e Idealista. Cada uma dessas escolas oferece uma perspectiva distinta sobre o significado e o cumprimento das profecias de Apocalipse.

Apocalipse começa com uma série de cartas às sete igrejas da Ásia Menor, a saber: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia, nas quais Jesus Cristo oferece elogios e advertências. Cada uma dessas igrejas simboliza condições espirituais que podem ser encontradas nas igrejas e nos cristãos ao longo da história. Em seguida, João é levado ao céu, onde presencia o trono de Deus, cercado por criaturas celestiais e os vinte e quatro anciãos. Ele então vê um rolo selado com sete selos, que apenas o Cordeiro de Deus (Jesus) é digno de abrir.

A abertura dos selos desencadeia uma série de catástrofes, incluindo guerras, fome, morte e desastres naturais. À medida que o sétimo selo é aberto, sete trombetas são tocadas, cada uma trazendo mais julgamento e destruição sobre a Terra. Após as trombetas, sete taças de ira são derramadas, intensificando ainda mais o sofrimento.

No clímax das visões de João, ele testemunha a batalha final entre as forças do bem, lideradas por Jesus, e as forças do mal, culminando na derrota definitiva de Satanás e seus seguidores. O livro termina com uma descrição da nova Jerusalém, um paraíso eterno onde Deus habitará com seu povo.

Pensamento das Escolas Interpretativas

Escola Preterista

Os preteristas acreditam que a maior parte das profecias de Apocalipse já foi cumprida no primeiro século, durante a queda de Jerusalém e a perseguição dos cristãos pelo Império Romano. Para eles, as visões de João são predominantemente simbólicas e representam eventos históricos que eram relevantes para a igreja primitiva.

Escola Historicista

A abordagem historicista vê Apocalipse como um panorama da história da igreja, desde os tempos de João até o fim dos tempos. Cada selo, trombeta e taça corresponde a eventos específicos da história da igreja e do mundo. Historicistas interpretam as profecias como sendo cumpridas progressivamente ao longo dos séculos.

Escola Futurista

Os futuristas consideram que a maior parte das profecias de Apocalipse ainda está por vir. Eles acreditam que as visões de João descrevem eventos futuros que ocorrerão imediatamente antes da segunda vinda de Cristo. Para os futuristas, o livro é uma descrição detalhada dos últimos dias, incluindo a grande tribulação, o reinado do anticristo e a batalha do Armagedom.

Escola Idealista

Os idealistas interpretam Apocalipse de forma simbólica e atemporal, vendo o livro como uma representação dos conflitos espirituais eternos entre o bem e o mal, Deus e Satanás. Eles não buscam identificar eventos históricos específicos, mas sim entender as verdades espirituais e morais presentes nas visões de João. Para os idealistas, Apocalipse oferece encorajamento e esperança para os cristãos de todas as épocas.

Conclusão

O Livro de Apocalipse continua a fascinar e inspirar estudiosos e crentes, proporcionando uma visão poderosa do triunfo final de Deus sobre o mal. As diferentes escolas interpretativas oferecem maneiras diversas de entender e aplicar as suas mensagens, enriquecendo o estudo e a compreensão deste texto complexo e profundo. Ao explorar essas perspectivas, podemos obter uma visão mais completa do propósito e significado das profecias reveladas a João.


Pr. Enio Roberto de Souza



 
 
 

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